Obviamente não escolhemos por quem nos apaixonamos (não estou falando de estar afim, ou querer ficar com alguém por sua beleza, mas de realmente gostar da pessoa, sem se importar com seu exterior). Por este motivo, culpamos nosso "cupido", mas simplesmente nos permitimos estar perto de alguém que não presta. E voltamos à questão de que se a pessoa não presta, vai machucar. Suponhamos que eu goste de um cara. Ele vai dar a entender que sente o mesmo por mim, vai me iludir, vai me usar para fazer ciúmes nas outras, vai fazer eu acreditar que ele quer algo sério comigo, e finalmente, pedirá sexo. Eu, como acredito que ele queira algo sério num futuro próximo, dou o que ele pede, e assim que ele cansar, pegará meu coração, pisará, cuspirá e o jogará na lata do lixo.
Não estou aqui para dizer que homem não presta, ou que mulher não presta, embora eu ache que, em geral, o ser humano não presta. Mas este não é o que eu quero expressar. A questão é que depois de ser iludida várias e várias vezes, não consigo mais acreditar em ninguém, e nem devo. O problema é que eu, por ter quase que um trauma de me entregar demais, ou retribuir um sentimento que nem existe, muitas vezes não demonstro estar gostando também, e o cara desiste. Ou seja, ou eu demonstro demais, e acabo magoada e sozinha, ou eu não demonstro nada, e acabo sozinha e carente. Cheguei a uma conclusão de que além de fingir que temos um coração de ferro, não podemos acreditar em qualquer coisa que nos falam. Por mais que gostamos da pessoa, por mais que confiemos nela, não vale a pena acreditar, se iludir, e depois acabar com um furo no peito. E é óbvio que queremos acreditar, pois queremos que dê certo, e acreditamos num futuro com muito amor.
O problema é que nem sempre a pessoa está no mesmo mundo que você, nem sempre ela será honesta e inocente como você. Pense nisso. Antes de se apaixonar por uma pessoa, procure saber de seus relacionamentos anteriores e de seus conceitos e ideias, que muitas vezes falam muito sobre ela. Não fique feliz com um "você é linda" ou "te amo" porque a felicidade deste momento é proporcional à sua tristeza e decepção depois.
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